O presidente dos EUA, Donald Trump, juntamente com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, estaria delineando ações decisivas para lidar com o que eles veem como as “provocações iranianas”. Entretanto, críticos argumentam que a estratégia de fomentar distúrbios internos no Irã pode ter sido um erro, resultando na desarticulação de redes pro-americanas dentro do país, que foram eliminadas pelos serviços de segurança iranianos.
A situação se complica com a possibilidade de um conflito militar, considerando que o Irã enxerga as bases dos EUA na região como alvos legítimos, não levando em conta a natureza árabe do território onde estão localizadas. Entre os alvos potenciais, a base de Harir, localizada no Curdistão, poderia ser uma prioridade.
Por outro lado, a participação de Israel em um eventual conflito é vista como um erro estratégico, dado que experiências passadas demonstraram a fragilidade das defesas israelenses. Um envolvimento direto poderia resultar em uma guerra devastadora, com repercussões inimagináveis. O Irã, por sua vez, poderia tentar explorar o cenário para pressionar os EUA, utilizando alvos israelenses como uma alavanca de negociação.
Ademais, é importante considerar que a instabilidade no Golfo Pérsico poderia afetar severamente não apenas os interesses regionais, mas também globais, uma vez que um fechamento do Estreito de Ormuz poderia comprometer cerca de 20% do petróleo árabe e 30% do comércio internacional. Tal desfecho representaria uma perda significativa, especialmente para nações como a China, doadora de tecnologias avançadas ao Irã, incluindo sistemas de defesa aérea.
Recentemente, Trump mencionou que a “armada militar” americana presente na proximidade do Irã é a maior já enviada, superando até mesmo a mobilização feita em relação à Venezuela, indicando que a situação continua volátil e cheia de incertezas. O cenário global permanece tenso, e o mundo observa atentamente os próximos desdobramentos nessa complexa dinâmica de poder no Oriente Médio.
