Destacando-se nesse trágico cenário, a Rodovia Fernão Dias, localizada na zona norte de São Paulo, foi responsável por um número expressivo de mortes de pedestres. Entre os quilômetros 82 e 88, no trecho entre Parque Edu Chaves e Tremembé, foram registrados 14 casos fatais. Outra rodovia que figura na lista é a Bandeirantes, com seis mortes de pedestres entre os quilômetros 16 e 27.
Além das rodovias, algumas das principais avenidas da capital também estão entre as vias com maior incidência de mortes de pedestres. O perfil das vítimas aponta que pessoas com 60 anos ou mais são as mais suscetíveis a esses acidentes. Homens correspondem a aproximadamente 74% das mortes registradas, somando 215 casos.
Ao analisar o período em que essas ocorrências são mais frequentes, destaca-se a noite como o momento com maior incidência de mortes de pedestres. A sexta-feira foi o dia que mais contabilizou óbitos, seguido pelo sábado. A Prefeitura de São Paulo atribui a principal causa desses acidentes ao desrespeito à sinalização e às leis de trânsito, ressaltando o excesso de velocidade como fator significativo.
Para mitigar esses números, a administração municipal destinou recursos para ações educativas no trânsito e implementou medidas como a redução do limite de velocidade em algumas vias. As concessionárias responsáveis pelas rodovias também estão engajadas em campanhas de conscientização e orientação, buscando minimizar os acidentes e preservar vidas nas estradas. Em parceria com a Polícia Militar Rodoviária, ações como o Projeto “Amigos do Trecho” visam garantir a segurança no trânsito e oferecer acolhimento às pessoas em situação de vulnerabilidade.
Diante desse cenário preocupante, medidas preventivas e campanhas de conscientização são cruciais para reverter a tendência crescente de mortes de pedestres no trânsito da capital paulista. É fundamental que motoristas, pedestres e autoridades estejam engajados nesse esforço coletivo para tornar as vias mais seguras e preservar vidas.





