Esses resultados sugerem uma mudança significativa em comparação ao levantamento realizado em 2022, quando as opiniões estavam quase empatadas: 46% dos entrevistados preferiam pagar menos impostos e utilizar serviços privados, enquanto 48% defendiam uma tributação mais alta para assegurar a oferta pública de saúde e educação. Esta nova pesquisa marca a primeira vez em que a preferência pela diminuição da carga tributária se torna mais evidente, revelando um deslocamento nas percepções sobre o papel do Estado.
As diferenças demográficas também são notáveis. Entre os homens, 56% estão a favor de pagar menos impostos, enquanto apenas 39% sustentam a ideia de uma carga tributária maior em troca de serviços públicos. No caso das mulheres, o cenário é mais equilibrado, com 44% apoiando a redução de impostos e 48% preferindo uma tributação mais alta.
Adicionalmente, outro aspecto da pesquisa indicou que 65% dos brasileiros acreditam que depender menos do governo resulta em uma vida melhor. Essa percepção é a mais alta já registrada desde o início da série histórica em 2013, refletindo uma tendência crescente ao longo dos anos. Em 2013, as opiniões eram praticamente divididas, mas desde então a ideia de menor dependência do Estado tem conquistado mais adeptos.
A pesquisa também esclareceu a influência do perfil político nas percepções dos entrevistados. Aqueles que apoiam o atual governo tendem a avaliar positivamente os benefícios governamentais, enquanto os simpatizantes de tendências mais liberais, como a de Flávio Bolsonaro, favorecem tanto a redução da carga tributária quanto a ideia de que uma vida com menos dependência do Estado é mais satisfatória.
Realizada entre 17 e 18 de junho e envolvendo 2.004 eleitores em 139 municípios, essa pesquisa busca compreender a evolução da opinião dos brasileiros em relação ao papel do Estado na economia e na sociedade, oferecendo um panorama valioso para futuras discussões sobre políticas públicas.





