Aumenta o número de homicídios de pessoas em situação de rua em Alagoas, com registro de 27 mortes este ano




Assassinato de pessoa em situação de rua em Maceió

Assassinato de pessoa em situação de rua em Maceió

Na manhã deste sábado (23), mais um caso de assassinato chocou a cidade de Maceió. Uma pessoa em situação de rua foi encontrada morta, com vários tiros na cabeça, no bairro do Clima Bom. O número de homicídios envolvendo esse público já chega a 27.

Rafael Machado, coordenador do movimento Nacional da População de Rua de Alagoas, lamentou o ocorrido e confirmou que a vítima era conhecida como Gilvan, de 37 anos. Ainda não se sabe os motivos e a autoria desse crime brutal.

As autoridades já foram acionadas e a polícia começou as investigações, buscando depoimentos de possíveis testemunhas para solucionar o caso. A perícia criminal esteve no local e realizou os primeiros levantamentos para ajudar nas investigações. O corpo de Gilvan foi recolhido e encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML).

O delegado-geral, Gustavo Xavier, afirmou que a Polícia Civil está apurando todas as circunstâncias desse triste episódio, para que a justiça seja feita e os culpados sejam responsabilizados.

Segundo o coordenador do Movimento de Rua de Alagoas, este foi o 27º homicídio de pessoas em situação de rua no estado só este ano. Esse dado alarmante tem preocupado organismos de direitos humanos e movimentos sociais.

Nesta semana, uma comissão de representantes dos Direitos Humanos, liderada pelo desembargador Tutmés Airan, do Tribunal de Justiça de Alagoas, esteve na sede da Delegacia Geral da Polícia Civil de Alagoas para cobrar respostas sobre a crescente violência contra pessoas em situação de rua na capital e no interior do estado.

Durante a reunião, foram discutidas e sugeridas ações para combater essa violência. As entidades pediram mais empenho nas investigações dos crimes registrados até agora e ouviram o compromisso da segurança pública de que serão dadas respostas mais imediatas sobre as investigações, autorias e elucidações dos assassinatos.

É urgente que as autoridades se mobilizem para proteger essa parcela vulnerável da sociedade e garantir que esses crimes não fiquem impunes. Mais esforços precisam ser feitos para investigar e punir os responsáveis por essas mortes, proporcionando às famílias das vítimas um pouco de justiça e paz.


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