De acordo com análises realizadas pelo Instituto Democracia em Xeque, o tópico que relaciona Lula ao Banco Master, motivado por um aluguel de embarcações durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), conseguiu 37,6 mil menções até o final de abril. Já a conexão com Ciro Nogueira, que levanta suspeitas de pagamentos mensais por parte de Vorcaro, também gerou repercussão, alcançando 155 mil menções em 7 de maio e 62 mil no dia seguinte.
No entanto, a situação alcançou seu ápice após a revelação dos áudios, com o eixo “Master e Flávio Bolsonaro” totalizando 360 mil menções em 13 de maio e mais 123 mil no dia seguinte, somando quase 8,6 milhões de interações nas redes sociais em apenas dois dias. Essa repercussão se destaca como a mais intensa sobre o Banco Master nos últimos 30 dias, refletindo o crescente interesse e as implicações políticas do caso.
Além da cobertura da mídia tradicional, personalidades políticas e jornalistas também se destacaram nas discussões. Entre os perfis que geraram maior engajamento estão os do deputado federal Lindbergh Farias, do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e do jornalista Luiz Bacci.
Por fim, cabe destacar que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, financiou com R$ 61 milhões o filme “Dark Horse”, uma biografia de Jair Bolsonaro. Em um dos áudios vazados, Flávio Bolsonaro é ouvido solicitando recursos para concluir o projeto até 8 de setembro de 2025, data em que se antecipa a prisão de Vorcaro pela Polícia Federal, envolvido em grave caso de fraude financeira que teria causado um rombo de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito. A narrativa que envolve esses desdobramentos não apenas sugere complicações para as figuras envolvidas, mas também indica uma população altamente engajada em questões políticas e financeiras que dominam o debate público atual.
