Nesta primeira fase do ano, serão atendidos 24 adolescentes. A iniciativa é parte do programa Fazendo Justiça, que é coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e busca acelerar os processos em andamento no sistema judiciário. Essa reunião reúne uma equipe diversificada, composta por promotores de Justiça, defensores públicos, profissionais técnicos e familiares dos jovens envolvidos, todos com a missão de reavaliar as condições jurídicas e psicossociais de cada caso.
O juiz Vinícius Garcia, responsável pela 1ª Vara Criminal, ressalta a importância das audiências concentradas. Segundo ele, essa abordagem permite uma avaliação mais detalhada sobre cada adolescente, assegurando que sejam ouvidos individualmente durante o processo de possível progressão de medida. Para que isso ocorra, os jovens devem atender a critérios fundamentais, como o tempo de cumprimento da medida, comprovar bom comportamento e mostrar participação ativa nas atividades propostas.
As audiências também possibilitam um contato próximo com a equipe técnica da Secretaria de Prevenção à Violência (Seprev), que oferece suporte essencial para a reintegração dos adolescentes. Garcia enfatiza que essa avaliação mais direta acerca da situação de cada jovem é crucial para efetivar o caráter pedagógico das medidas socioeducativas, permitindo que eles reencaminhem suas vidas em direções mais positivas.
Gustavo Maia, que é gerente de Gestão de Unidades da Superintendência de Medidas Socioeducativas, destaca que essa mobilização representa um marco para o sistema socioeducativo de Alagoas. Ele argumenta que essa iniciativa fortalece as políticas públicas voltadas à reinserção social e familiar dos adolescentes, contribuindo para a construção de uma sociedade mais segura e inclusiva. Para Maia, essas audiências são uma prova do sucesso do atendimento oferecido pelo Governo do Estado a esses jovens em conflito com a lei, reafirmando o principal objetivo da socioeducação: a reintegração efetiva dos adolescentes à sociedade.






