Cássia Kis Enfrenta Investigação por Acusações de Transfobia em Banheiro de Shopping no Rio de Janeiro
Na última sexta-feira, a atriz Cássia Kis se viu no centro de uma controvérsia ao ser acusada de transfobia em um banheiro feminino de um shopping na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O caso ganhou notoriedade após a auxiliar de restaurante Roberta Santana formalizar uma queixa-crime, ocorrida na segunda-feira seguinte ao episódio.
Roberta, uma mulher trans, relatou que Cássia Kis questionou sua presença no banheiro e fez comentários que considerou ofensivos. Em um vídeo amplamente compartilhado nas redes sociais, a vítima expôs sua indignação, afirmando que estava sendo impedida de utilizar o espaço, mesmo apresentando documentação que comprova sua identidade feminina.
“No shopping, estou sofrendo transfobia. Ela está dizendo que eu não posso estar aqui”, desabafa Roberta na gravação. A situação se agravou quando, mesmo após se retirar para uma cabine de banheiro, a atriz continuou a fazer comentários depreciativos. Ao sair, ainda teria persistido nos questionamentos, com o apoio de uma funcionária do local.
O vídeo do episódio gerou uma onda de indignação nas redes sociais, mas até o momento, Cássia Kis não se manifestou oficialmente sobre as acusações que a cercam.
Diante da repercussão, Roberta resolveu formalizar a denúncia na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Sua queixa se baseia em uma legislação que equipara a transfobia ao crime de racismo no Brasil, o que pode acarretar penas que variam de um a três anos de prisão, além de multa. Durante o registro da ocorrência, Roberta contou com o apoio da ativista e vereadora Benny Briolly, a primeira mulher trans eleita no estado. Briolly enfatizou a importância de fornecer suporte jurídico e psicológico à vítima e alertou o Ministério Público sobre o caso.
Em uma declaração, a parlamentar destacou que situações de transfobia não podem ser minimizadas e que representam uma afronta à dignidade humana. “Isso não é um caso isolado. Reflete uma estrutura que desumaniza corpos trans. Precisamos responsabilizar todos os envolvidos para que esses casos não se repitam”, enfatizou.
Cássia Kis já havia sido alvo de polêmicas anteriormente, com ações judiciais relacionadas a declarações sobre a comunidade LGBTQIA+. Enquanto uma delas foi arquivada sem julgamento, outras continuam em andamento. A Polícia Civil do Rio de Janeiro anunciou que convocará todas as partes envolvidas para depor, além de buscar imagens das câmeras de segurança para esclarecer os fatos.







