Segundo informações do Júri Nacional Eleitoral, as regiões que mais sofreram com esses incidentes foram Lima Metropolitana e, fora do país, as cidades de Orlando, na Flórida, e Paterson, em Nova Jersey, ambas nos Estados Unidos. Em uma coletiva de imprensa, a autoridade eleitoral esclareceu que a instalação das mesas de votação terá horário ampliado até as 14h, considerando os diferentes fusos horários.
Adicionalmente, o órgão enfatizou a importância de que o processamento dos resultados nos centros de apuração não fosse prejudicado pelo atraso. Até o momento, apenas uma fração irrisória, 0,38%, das atas de votação havia sido contabilizada.
Esses atrasos não passaram despercebidos pela população, que se manifestou em Lima, exigindo a renúncia de Piero Corvetto, chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE). A insatisfação popular revela um clima de tensão e frustração diante dos desafios enfrentados no processo eleitoral.
Conforme relatórios oficiais, 99,8% das mesas de votação foram instaladas em território peruano, e aproximadamente 27 milhões de eleitores estavam aptos a escolher o novo presidente, assim como seus vice-presidentes, congressistas e representantes para o Parlamento Andino.
Em meio a essa situação complexa, a Junta Nacional de Justiça anunciou que iniciará investigações disciplinares para apurar possíveis descumprimentos das normas da ONPE. As eleições de 2023 são especialmente significativas, pois os peruanos não estão apenas escolhendo seu nono presidente em uma década; também decidirão sobre a composição do Congresso, que inclui a escolha de 60 senadores e 130 deputados federais, além de cinco representantes para o Parlamento Andino, que é formado por Bolívia, Colômbia e Equador.
