Zé Maria foi condenado pela Justiça Federal a dois anos de prisão pelo crime de “racismo” após um discurso contundente em defesa do povo palestino. A decisão foi proferida pela 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo e está relacionada a suas declarações em que denunciou a brutalidade sofrida pela Palestina e criticou a política israelense de ocupação dos territórios. A condenação gerou um clamor entre os organizadores do ato, que consideram essa medida um grave ataque à liberdade de expressão. Eles argumentam que a decisão cria um perigoso precedente, podendo levar à criminalização de ativistas e trabalhadores que ousarem se opor a governos e instituições.
Além de discutir a condenação de Zé Maria, o ato também se posiciona contra o Projeto de Lei 1424/26, proposto pela deputada federal Tabata Amaral, que é rotulado por críticos como o “PL da Mordaça”. Os organizadores expressam preocupação de que essa proposta constitucional possa limitar o direito à manifestação e à crítica política, e reforçam a necessidade de mobilização em defesa das liberdades democráticas.
A defesa de Zé Maria anunciou que recorrerá da decisão ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), ressaltando a importância de uma maior mobilização popular para enfrentar o que consideram uma perseguição política. O ato isenta um espaço importante para a articulação de forças que lutam pela justiça e pela liberdade de expressão, sendo apoiado por diversas centrais sindicais e entidades envolvidas na causa palestina. Entre os convocadores estão centrais como a Central Sindical e Popular – Conlutas e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), além de organizações políticas diversas, como o PSOL e o PCdoB.
Personalidades públicas e parlamentares também se juntarão ao evento, incluindo figuras proeminentes como os deputados Lindbergh Farias e Rui Falcão, além de diversas vereadoras e seus respectivos partidos, todos alinhados na defesa da liberdade de expressão e dos direitos humanos. A expectativa é de que o ato não apenas amplifique as vozes em apoio a Zé Maria, mas também reforce a luta por justiça na causa palestina e pela garantia das liberdades democráticas no Brasil.





