O projeto parecia ter virado lenda urbana, já que desde 2016 o ator Ruy Brissac, conhecido por seu trabalho no teatro como Dinho no musical sobre os Mamonas Assassinas, havia sido sondado para protagonizar o filme. No entanto, o roteiro, do novelista Carlos Lombardi, foi passando de mão em mão até chegar à produtora Walkiria Barbosa, que finalmente conseguiu viabilizar o projeto.
Segundo a produtora, a primeira versão do roteiro passou por várias fases. Inicialmente, houve encantamento com o texto de Lombardi. Posteriormente, descobriram que a pesquisa que ele recebeu para escrever a história não estava totalmente precisa. Assim, buscaram mais informações sobre o curto período de existência dos Mamonas, mergulhando também na vida pessoal dos integrantes do grupo, e ajustaram o roteiro.
O filme busca mesclar dois universos: o dos palcos e o cotidiano dos Mamonas. Segundo Walkiria, familiares dos membros da banda chegavam a ficar nos bastidores dando dicas de como eles falavam e se comportavam. Para a escolha de elenco, Ruy já estava confirmado como Dinho. Os demais integrantes, Júlio, Samuel, Sérgio e Bento, foram escolhidos por meio de audições e do musical.
Ruy Brissac comenta que precisou se adaptar à dinâmica do cinema, já que é seu primeiro trabalho fora dos palcos. No teatro, a interpretação é maior, já que a última pessoa na última fila precisa te ouvir. No cinema, é mais reduzida e real. Segundo o ator, o filme proporcionou uma visão mais aprofundada da parte humana dos Mamonas, fora dos palcos e nos bastidores.
Com um orçamento mais modesto, “Mamonas Assassinas: O Filme” busca aproveitar o sucesso de outras cinebiografias musicais, como “Nosso Sonho”, sobre Claudinho e Buchecha, e “Meu Nome É Gal”, além da base sólida de fãs do grupo, que persiste quase 30 anos após a morte dos Mamonas. A produtora enfatiza que a história é potente para o momento atual, trazendo esperança para o público jovem.





