Previsto para acontecer entre os dias 24 e 26 de julho, em São Paulo, o evento se propõe a “resgatar valores e a liderança masculina”. Cazarré, que se posiciona como uma figura conservadora, expressou sua indignação em relação à percepção negativa que alguns têm sobre sua figura pública. Em suas palavras, ele sente que as pessoas o veem como um inimigo, desumanizando-o: “Tratam todo mundo como inimigos a serem combatidos”, afirmou.
Em uma de suas postagens no Instagram, o ator abordou a controvérsia em torno de suas opiniões. Ele mencionou já ter enfrentado diversas tentativas de “cancelamento” por suas crenças sobre os papéis familiares e a masculinidade. Apesar das críticas, insistiu que continua firme em suas convicções, afirmando: “Em vez de recuar, ele foi mais fundo”. O evento terá palestras com profissionais de diversas áreas, como medicina, psicologia e teologia.
Entre as vozes que se levantaram contra a proposta, Marjorie Estiano foi incisiva em sua repercussão, afirmando que o discurso promovido por Cazarré não é inédito, mas sim uma repetição de ideias amplamente disseminadas, que, segundo ela, contribuem para a violência contra as mulheres. Cláudia Abreu também se posicionou, questionando a contradição do evento diante dos alarmantes índices de feminicídios no Brasil. Elisa Lucinda, por sua vez, descreveu a iniciativa como um “grande e preocupante delírio”, sugerindo que o ator está se afastando dos avanços sociais. Julia Lemmertz e Betty Goffman também expressaram suas preocupações e críticas, o que destaca um descontentamento crescente nas redes sociais e na classe artística em relação à abordagem proposta por Cazarré.
O evento, longe de ser apenas mais uma reunião, simboliza um embate cultural e social sobre a masculinidade e seu papel em uma sociedade que clama por igualdade e respeito. As reações fervorosas revelam como questões de gênero continuam a ser um tema delicado e controverso no Brasil contemporâneo.
