Os protestos ganharam destaque com a presença de Amanda Coelho, uma das brasileiras que também estava a bordo da embarcação e que denunciou ter sofrido abusos durante sua detenção. Em suas declarações, Coelho compartilhou as experiências traumáticas vividas, afirmando que a prisão é, na verdade, um campo de concentração israelense. Bruno Gilga, outro ativista presente, descreveu a detenção de Ávila como um sequestro, alegando que ele enfrenta condições desumanas, incluindo privação de sono e tortura.
A detenção de Thiago é controversa. Ele e outro ativista, Abu Keshek, estão sendo acusados por Israel de terem vínculos com uma organização que goza de sanção dos Estados Unidos. Um tribunal israelense prorrogou sua prisão preventiva, algo que os manifestantes consideraram inaceitável, já que não foi explicitado o crime cometido. Eles exigiram uma resposta mais firme do governo brasileiro, incluindo apelos em cortes internacionais e um posicionamento público de Lula reconhecendo a situação como um ato de sequestro.
A ação da flotilha, composta por mais de 50 barcos com a intenção de levar suprimentos para Gaza, também recebeu apoio internacional. Dez países, entre eles Turquia e Espanha, assinaram uma declaração conjunta clamando pela libertação imediata dos ativistas e denunciando as detenções como uma violação grave do direito internacional.
Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil reiterou seus esforços para negociar a libertação de Thiago Ávila, enquanto os manifestantes expressaram que suas ações pacíficas são eclipsadas por uma situação global de opressão e genocídio contra o povo palestino. A pressão sobre o governo brasileiro continua crescendo, na esperança de que ações concretas sigam com relação a essa delicada questão humanitária.
