Após esse esforço, Ávila foi submetido a um interrogatório no aeroporto internacional do Panamá, onde permaneceu detido por aproximadamente seis horas aguardando seu retorno ao Brasil. Mesmo diante das adversidades, ele se mostrou otimista e revigorado após a experiência, destacando que sua participação em missões desse tipo é uma repetição constante em sua trajetória como ativista. Ele já enfrentou desafios semelhantes, tendo sido preso pelas forças israelenses enquanto tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza na companhia de outros ativistas, como a sueca Greta Thunberg.
Ávila enfatizou que a opressão de vozes que lutam contra injustiças é uma constante na história, especialmente em contextos onde situações de genocídio estão presentes. Ao descrever a condição atual de Cuba, o ativista não hesitou em caracterizá-la como “dramática”, ressaltando os recentes blecautes enfrentados por sua população, um reflexo direto das pressões econômicas e políticas impostas pelos Estados Unidos. Ele criticou a postura do governo americano, que, sob a administração de Donald Trump, começou a aplicar tarifas contra países que se dispusessem a fornecer petróleo à ilha.
Além disso, Ávila defendeu a necessidade de uma mobilização global em defesa de Cuba, alertando que a situação crítica enfrentada pela ilha pode se espalhar para outros países, como Brasil e Colômbia. Ele acredita que o destino de Cuba e o dos demais povos oprimidos estão interligados e ressaltou a urgência de ações coletivas para a manutenção da soberania e democracia no cenário internacional. Contemplando novas ações, Ávila já se prepara para uma nova missão à Faixa de Gaza, programada para abril, onde pretende novamente reforçar a necessidade de solidariedade entre os povos.






