A violação dos direitos humanos não se restringiu apenas a Ávila. O espanhol Saif Abu Keshek também foi apresado e, segundo relatos, enfrentou condições similares. Desde o momento em que foi capturado, ele permaneceu em isolamento, com os olhos vendados, e foi submetido a restrições físicas severas, sendo amarrado e forçado a ficar deitado de bruços no chão. Ambas as detenções levantaram preocupações internacionais sobre a legalidade das ações israelenses.
As forças israelenses interceptaram a flotilha em uma manobra que Israel afirma ser parte de um esforço para lidar com ativistas supostamente vinculados a grupos considerados perigosos. O Ministério das Relações Exteriores de Israel alega que tanto Ávila quanto Abu Keshek têm ligações com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), uma organização que enfrenta sanções do governo dos EUA e é suspeita de atuar em nome do grupo militante Hamas. A Espanha, por sua vez, condenou a detenção de Abu Keshek e contestou as acusações israelenses.
Logo após as detenções, o governo israelense solicitou a prorrogação do encarceramento dos ativistas em mais quatro dias, suscitando novos protestos e clamores por um tratamento justo e dentro das normas internacionais. Os organizadores da flotilha argumentam que a interceptação ocorreu a uma distância considerável de Gaza e denunciaram a destruição de seus equipamentos, o que, segundo eles, representa uma séria violação de direitos humanos e uma estratégia calculada para impedir a ajuda humanitária ao povo palestino, já afetado por um prolongado bloqueio. A situação continua sendo monitorada por organizações de direitos humanos que reclamam urgentemente por respostas e esclarecimentos das autoridades israelenses.
