Os pesquisadores utilizaram sensores de movimento, acoplados aos pulsos dos participantes, para monitorar suas atividades durante uma semana. Analisando a quantidade de tempo que os indivíduos passavam sentados, em pé ou em movimento, os cientistas cruzaram essas informações com registros de saúde, buscando uma correlação com a incidência de câncer. Entre os tipos de câncer estudados, estavam os de bexiga, endométrio, rim, fígado, mama e pulmão. Os resultados indicaram que aqueles que adotarão um comportamento mais ativo apresentaram um risco significativamente menor de desenvolver essas condições.
O estudo destacou que três minutos de exercícios vigorosos, como subir e descer escadas, foram particularmente eficazes. Esse breve período de atividade intensa gerou efeitos comparáveis a 90 minutos de exercícios leves em termos de redução de risco. Além disso, a pesquisa sugeriu que, mesmo ficar em pé por alguns momentos, em vez de permanecer sentado, também poderia contribuir para a diminuição dos riscos associados ao sedentarismo.
Vale ressaltar que o impacto da movimentação é mais acentuado do que simplesmente ficar em pé; segundo os pesquisadores, 15 minutos de caminhada são equivalentes a 30 minutos de atividade em pé. No entanto, é importante observar que essa pesquisa foi observacional, o que significa que não se pode afirmar categoricamente que a atividade física cause diretamente a diminuição do risco de câncer.
Os cientistas enfatizam a vital importância de reduzir o tempo sentado e incorporar mais movimento na rotina diária, mesmo que sejam ações simples, como levantar-se regularmente da cadeira. Assim, mesmo pequenas mudanças no comportamento podem resultar em melhorias significativas para a saúde a longo prazo. Essa nova perspectiva sobre a atividade física pode ser um passo importante na luta contra o câncer e na promoção de um estilo de vida mais saudável.




