Atividade econômica no Brasil tem queda de 0,6% em junho, evidenciando desaceleração e possíveis desafios no segundo semestre de 2026

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou uma queda de 0,6% em junho em relação ao mês anterior, após a eliminação dos efeitos sazonais. Essa informação foi divulgada pela autoridade monetária, que também destacou o desempenho do índice em meses anteriores, quando houve um crescimento de 2,4%. O resultado de junho refletiu uma desaceleração em setores fundamentais da economia, com a indústria apresentando uma redução de 1,4% e os serviços uma queda de 0,5%. Em contrapartida, o setor agropecuário mostrou um aumento positivo de 1,0%. Quando os efeitos sazonais são desconsiderados, o IBC-Br efetivou um recuo de 0,9% no mesmo período.

O desempenho do IBC-Br, que serve como um indicador antecipado do Produto Interno Bruto (PIB), fechou o segundo trimestre de 2023 com um leve crescimento de 0,2% em comparação ao trimestre anterior, após o ajuste sazonal. Em relação ao segundo trimestre de 2025, o índice avançou 1,5%. Durante o primeiro semestre de 2026, a expansão do IBC-Br também foi de 1,5%, igualando-se ao percentual registrado nos últimos doze meses até junho.

Esses números evidenciam uma tendência de desaceleração da atividade econômica, conforme demonstram os indicadores setoriais. No que diz respeito à produção industrial, foi observada uma queda expressiva de 1,8% em junho, enquanto as vendas do varejo ampliado apresentaram recuperação de 1,0%. O setor de serviços, por sua vez, mostrou certa estabilidade, sem grandes variações.

Com os juros elevados, atualmente fixados em 14% na taxa Selic, espera-se um aquecimento gradual da economia. No entanto, as projeções apontam que essa desaceleração deverá persistir no segundo semestre de 2026, especialmente considerando a redução dos efeitos dos estímulos fiscais promovidos pelo governo federal nos primeiros meses do ano, incluindo medidas como a antecipação de precatórios. O cenário econômico demanda atenção, já que as nuances dos processos setoriais podem impactar diretamente o crescimento esperado e a recuperação da economia nos próximos meses.

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