O desempenho do IBC-Br, que serve como um indicador antecipado do Produto Interno Bruto (PIB), fechou o segundo trimestre de 2023 com um leve crescimento de 0,2% em comparação ao trimestre anterior, após o ajuste sazonal. Em relação ao segundo trimestre de 2025, o índice avançou 1,5%. Durante o primeiro semestre de 2026, a expansão do IBC-Br também foi de 1,5%, igualando-se ao percentual registrado nos últimos doze meses até junho.
Esses números evidenciam uma tendência de desaceleração da atividade econômica, conforme demonstram os indicadores setoriais. No que diz respeito à produção industrial, foi observada uma queda expressiva de 1,8% em junho, enquanto as vendas do varejo ampliado apresentaram recuperação de 1,0%. O setor de serviços, por sua vez, mostrou certa estabilidade, sem grandes variações.
Com os juros elevados, atualmente fixados em 14% na taxa Selic, espera-se um aquecimento gradual da economia. No entanto, as projeções apontam que essa desaceleração deverá persistir no segundo semestre de 2026, especialmente considerando a redução dos efeitos dos estímulos fiscais promovidos pelo governo federal nos primeiros meses do ano, incluindo medidas como a antecipação de precatórios. O cenário econômico demanda atenção, já que as nuances dos processos setoriais podem impactar diretamente o crescimento esperado e a recuperação da economia nos próximos meses.




