Segundo relatos, os EUA atingiram 85 alvos em sete locais nos dois países, como retaliação a um ataque com drone que matou três soldados americanos na Jordânia no último domingo. O presidente dos EUA, Joe Biden, em comunicado, frisou que os ataques não buscam conflitos no Oriente Médio, mas advertiu que qualquer um que prejudique um americano terá uma resposta por parte dos Estados Unidos.
No entanto, as autoridades sírias e iraquianas manifestaram indignação em relação aos ataques, considerando-os como uma violação da soberania de seus países. De acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), pelo menos 23 combatentes pró-Irã morreram na Síria, enquanto o governo iraquiano relatou 16 mortos, incluindo civis.
As Forças Armadas do Iraque classificaram os ataques dos EUA como “inaceitáveis” e alertaram que representam uma ameaça que pode arrastar o país e a região para consequências imprevisíveis. Da mesma forma, o Ministério da Defesa sírio chamou a ofensiva de “uma agressão aérea flagrante”, destacando que os ataques prejudicarão os esforços sírios no combate ao terrorismo.
Além disso, o Ministério das Relações Exteriores da Síria condenou a “agressão” dos EUA, afirmando que enfraquecerá os esforços sírios no combate ao terrorismo. As Forças Armadas da Síria ressaltaram que a presença das forças americanas em certas partes do território sírio não pode continuar.
Os EUA alegaram que os ataques atingiram alvos ligados a operações de comando e controle, centros de inteligência, instalações de armas e abrigos usados pela Força Quds – o braço estrangeiro da Guarda Revolucionária do Irã – e milícias afiliadas. No entanto, autoridades iranianas negaram que locais da Guarda Revolucionária tenham sido atingidos.
Em meio a essa escalada de tensões, houve também uma troca de acusações, com John F. Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, afirmando que o Iraque foi notificado dos ataques, algo que o país negou. Os Estados Unidos indicaram quase uma semana antes dos ataques que pretendiam retaliar, mas o Observatório Sírio relatou que houve confusão entre as milícias sobre o que poderia ser alvo.
Em resumo, os recentes ataques dos EUA contra grupos armados pró-Irã na Síria e no Iraque aumentaram as tensões na região e geraram críticas por parte dos governos sírio e iraquiano. A situação permanece sensível, com autoridades de ambos os países condenando as ofensivas e enfatizando que representam uma violação da soberania nacional e ameaçam a estabilidade da região.





