As bases americanas, que foram projetadas para resistir a uma variedade de ameaças, mostraram-se inadequadas frente à capacidade de ataque iraniana, especialmente em um contexto onde mísseis e drones se tornaram armas predominantes. Uma reestruturação da estratégia militar, segundo Brands, implica um deslocamento das forças para o oeste, mais próximo de Israel e da Jordânia, regiões onde os EUA ainda mantêm instalações operacionais.
Além disso, a crescente atividade militar iraniana forçou a Marinha dos EUA a manter navios de superfície a distâncias seguras, o que pode refletir uma adaptação insuficiente frente a um arsenal nem sempre claro. Com a possibilidade real de um conflito mais amplo envolvendo a China, que também possui um forte potencial militar, a situação se torna ainda mais alarmante para os planejadores de defesa americana.
Recentemente, os EUA aumentaram sua presença militar na região, com o envio de tropas, equipamentos e médicos. Essas medidas são vistas como preparatórias para uma possível escalada do confronto, especialmente após um incidente em que um drone iraniano atingiu uma instalação militar americana na Jordânia. O clima de tensão ressalta a necessidade urgente de uma revisão nas estratégicas de defesa norte-americanas, que se encontram em um ponto crítico por conta da evolução das ameaças no cenário geopolítico contemporâneo.
Portanto, a adaptação e a rede de bases dos EUA na região mostram-se cada vez mais essenciais para a manutenção da segurança e da influência norte-americana no Oriente Médio.





