O presidente Volodymyr Zelenskyy denunciou os ataques como um ato de “completo cinismo”, especialmente em um momento em que a Rússia havia anunciado uma trégua unilateral para coincidir com as comemorações do 81º aniversário da derrota dos nazistas na Segunda Guerra Mundial. Zelenskyy afirmou que a paz poderia ser alcançada se a Rússia decidisse respeitar um cessar-fogo efetivo. Ele destacou: “A Rússia poderia cessar-fogo a qualquer momento, o que acabaria com a guerra e com nossas respostas”. O sentimento predominante na Ucrânia é de descrença, pois o governo ucraniano expressou que os cessar-fogos frequentemente anunciados por Moscou não resultaram em qualquer progresso significativo para a paz.
O Ministério da Defesa russo anunciou que, durante a trégua prevista para o fim de semana, retaliaria qualquer ataque ucraniano, intensificando ainda mais a tensão entre os dois países. Enquanto isso, as forças ucranianas se prepararam para respeitar a trégua a partir do final da terça-feira, embora não tenham definido um prazo para o término.
Além dos ataques à rede elétrica, a infraestrutura energética da Ucrânia tem sido alvo frequente de bombardeios russos. Desde o início do ano, instalações da Naftogaz, empresa estatal de energia, foram atacadas 107 vezes. As autoridades também relataram que os mísseis de cruzeiro ucranianos têm atingido alvos profundos no território russo, visando desestabilizar a economia de guerra da Rússia. Em resposta, a Rússia informou ter derrubado 289 drones ucranianos em uma única noite.
A dinâmica do conflito continua a evoluir, com a Ucrânia também intensificando seus ataques contra alvos estratégicos no território russo. Abril foi um mês de aumento significativo nos ataques, com um foco em armazéns, postos de comando e linhas de abastecimento. Para isso, a Ucrânia utilizou robôs terrestres, que realizaram mais de 10.000 missões para reabastecimento e evacuação.
Enquanto o cenário continua volátil, as promessas de cessar-fogo da Rússia são vistas com ceticismo por Kiev e a comunidade internacional, que permanecem vigilantes sobre as consequências de um conflito que já se estende por mais de um ano.







