De acordo com o porta-voz do ministério, Esmaeil Baghaei, os funcionários do consulado conseguiram escapar ilesos do ataque. Ele enfatizou a necessidade de Teerã considerar ações legais e internacionais em resposta à agressão, relembrando que este tipo de ataque contraria as disposições da Convenção de Viena sobre Relações Consulares. A violência em Aleppo, uma das mais importantes cidades sírias, reacendeu as preocupações sobre a segurança das missões diplomáticas e a integridade dos civis na região.
O ataque ao consulado iraniano se deu poucas horas após um anúncio do Ministério da Defesa sírio, que relatou que suas forças estavam em combate ativo contra grupos terroristas, um indicativo de que a situação de segurança na Síria continua a se deteriorar. Este incidente é ainda mais significativo, pois aconteceu em meio a uma série de ofensivas rebeldes que culminaram em um dos ataques mais significativos da guerra civil síria desde 2016, com a tomada de partes de Aleppo.
Chancelers de Irã e Rússia, Abbas Araghchi e Sergei Lavrov, respectivamente, discutiram a escalada do conflito em uma conversa telefônica, expressando preocupação com os recentes eventos e concordando sobre a importância de fortalecer os esforços conjuntos para estabilizar a Síria. Eles reiteraram o apoio à soberania e integridade territorial da nação síria. Além disso, ambos os diplomatas concordaram que a situação atual deve ser abordada em futuras reuniões dentro do formato de Astana, que envolve também a Turquia como mediadora.
Araghchi também comentou que o aumento das atividades terroristas na região está ligado a um suposto plano de desestabilização por parte de potências ocidentais, incluindo os EUA e Israel. Este cenário complexo e tenso ressalta a fragilidade da situação na Síria, que, desde 2011, vem sendo devastada por um conflito civil multifacetado, envolvendo diversas facções e interesses internacionais.





