Ataque dos EUA à Venezuela resulta em 100 mortos, entre eles civis, e captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores; país enfrenta crise humanitária sem precedentes.

No último sábado, 3 de janeiro, um ataque aéreo dos Estados Unidos contra Caracas, capital da Venezuela, resultou na morte de pelo menos 100 pessoas, segundo informações divulgadas pelo ministro do Interior do país, Diosdado Cabello, em uma coletiva de imprensa. Detalhando a tragédia, Cabello relatou que cerca de 100 pessoas também ficaram feridas e estão recebendo atendimento médico.

Durante a ação militar, forças dos EUA bombardearam a cidade e capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro, junto com sua esposa, Cilia Flores. A prisão do casal ocorreu em meio a um contexto tenso e tumultuado, com ambos sendo posteriormente levados para Nova York, onde foram colocados sob custódia e estão aguardando julgamento.

A denúncia feita pelas autoridades americanas alega que Maduro gerenciou uma extensa rede criminosa ao longo de mais de duas décadas, fundamentalmente voltada para o tráfico de cocaína em direção aos Estados Unidos. Além de Maduro e Flores, outras figuras proeminentes do governo venezuelano, como Diosdado Cabello e seu filho, Nicolás Maduro Guerra, foram acusadas de fazer parte dessa organização criminosa, enfrentando sérias acusações que incluem narcoterrorismo, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. As penas potenciais para essas acusações variam de duas décadas a prisão perpétua.

O ministro Cabello também destacou que, entre as vítimas do ataque, estavam membros da guarda pessoal de Maduro, incluindo 23 cubanos, além de militares venezuelanos e civis inocentes. Ele enfatizou que muitos dos feridos não tinham qualquer envolvimento com o regime, sublinhando a natureza indiscriminada da violência.

Relatos indicam que tanto Maduro quanto Cilia sofreram ferimentos durante a captura; Maduro teria uma lesão na perna, enquanto Cilia recebeu um ferimento na cabeça. Quando foram apresentados em tribunal, testemunhas descreveram Cilia com curativos evidentes e hematomas, o que levanta questionamentos sobre as circunstâncias de sua detenção.

Esse incidente marca um recrudescimento da tensão entre os EUA e a Venezuela e representa um ponto crítico na longa crise política que assola o país sul-americano, atingido fortemente por conflitos internos e sanções internacionais. A situação continuará a se desenvolver enquanto a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos dessa dramática operação.

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