Durante a ação militar, forças dos EUA bombardearam a cidade e capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro, junto com sua esposa, Cilia Flores. A prisão do casal ocorreu em meio a um contexto tenso e tumultuado, com ambos sendo posteriormente levados para Nova York, onde foram colocados sob custódia e estão aguardando julgamento.
A denúncia feita pelas autoridades americanas alega que Maduro gerenciou uma extensa rede criminosa ao longo de mais de duas décadas, fundamentalmente voltada para o tráfico de cocaína em direção aos Estados Unidos. Além de Maduro e Flores, outras figuras proeminentes do governo venezuelano, como Diosdado Cabello e seu filho, Nicolás Maduro Guerra, foram acusadas de fazer parte dessa organização criminosa, enfrentando sérias acusações que incluem narcoterrorismo, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. As penas potenciais para essas acusações variam de duas décadas a prisão perpétua.
O ministro Cabello também destacou que, entre as vítimas do ataque, estavam membros da guarda pessoal de Maduro, incluindo 23 cubanos, além de militares venezuelanos e civis inocentes. Ele enfatizou que muitos dos feridos não tinham qualquer envolvimento com o regime, sublinhando a natureza indiscriminada da violência.
Relatos indicam que tanto Maduro quanto Cilia sofreram ferimentos durante a captura; Maduro teria uma lesão na perna, enquanto Cilia recebeu um ferimento na cabeça. Quando foram apresentados em tribunal, testemunhas descreveram Cilia com curativos evidentes e hematomas, o que levanta questionamentos sobre as circunstâncias de sua detenção.
Esse incidente marca um recrudescimento da tensão entre os EUA e a Venezuela e representa um ponto crítico na longa crise política que assola o país sul-americano, atingido fortemente por conflitos internos e sanções internacionais. A situação continuará a se desenvolver enquanto a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos dessa dramática operação.
