A Promotoria Nacional Antiterrorista (Pnat) abriu uma investigação por assassinato e tentativa de assassinato relacionada a atividade terrorista e por associação criminosa terrorista. O agressor havia jurado lealdade ao grupo Estado Islâmico (EI) em um vídeo no início de outubro, onde expressou apoio a jihadistas que operam em diferentes áreas.
O ataque ocorreu perto da ponte Bir Hakeim, um local muito frequentado por turistas por estar próximo à Torre Eiffel. Armand Rajabpour-Miyandoab atacou inicialmente o turista alemão-filipino, de 23 anos, e depois a sua mulher. Em seguida, atacou outras duas pessoas, mas um “taxista que viu a cena” permitiu que uma vítima escapasse, segundo informações do ministro francês do Interior, Gérald Darmanin.
O assassinato desencadeou uma onda de reações. O chanceler alemão, Olaf Scholz, se declarou “consternado” e a primeira-ministra francesa Elisabeth Borne declarou que a França não irá ceder ao terrorismo.
O autor do ataque, fichado por atividades de islamismo radical e problemas psiquiátricos registrados, gritou “Allahu Akbar” (“Alá é grande”) antes de ser preso, indicaram fontes policiais. Segundo o ministro Darmanin, ele teria expressado seu descontentamento com “o que estava acontecendo em Gaza” e que a França era “cúmplice do que Israel estava fazendo” lá.
A mãe do agressor havia informado às autoridades que estava preocupada com seu filho, que iniciou sua conversão ao Islã aos 18 anos e consumia grande quantidade de propaganda do EI. Rajabpour-Miyandoab, que morava com os pais nos subúrbios da capital, postou um vídeo em suas redes sociais reivindicando o ataque. Os investigadores ainda desconhecem a data em que o vídeo foi gravado, mas garantem que foi publicado simultaneamente ao ato.
O ataque ocorre menos de dois meses após o assassinato de um professor no Norte da França e eleva o nível de alerta para atentado ao mais alto grau do sistema, a menos de oito meses dos Jogos Olímpicos de Paris. A França enfrenta, mais uma vez, a tragédia do terrorismo, fazendo com que a segurança seja uma grande preocupação nas principais cidades do país.
