Em uma sequência de bombardeios, horas antes do ataque em Jnah, um edifício residencial na movimentada via que conecta o aeroporto de Beirute ao sul do país foi atingido. Esta estrada, vital para o tráfego da região, fica a apenas 4 km do centro da capital libanesa e é um ponto crucial para a circulação de pessoas e mercadorias. O Ministério da Saúde também relatou que em um outro ataque em Khaldah, ao sul da cidade, sete vidas foram perdidas e dezenas ficaram feridas.
O governo israelense delineou uma estratégia agressiva, com planos de destruir as habitações em vilarejos próximos à fronteira com o Líbano, e condicionou o retorno de aproximadamente 600 mil refugiados à avaliação de segurança do norte de Israel. O ministro da Defesa, Israel Katz, prometeu uma resposta militar robusta, seguindo um padrão de devastação semelhante ao que foi visto em Gaza, especificamente em Rafah e Beit Hanoun.
Katz informou que Israel planeja estabelecer uma zona tampão no sul do Líbano, com controle militar que se estenderá até o rio Litani. Essa proposta visa criar uma barreira estratégica entre o Hezbollah e a fronteira israelense, garantindo o domínio de Israel sobre uma porção significativa do território libanês.
A escalada de conflitos se intensificou quando o Hezbollah começou a bombardear em apoio ao Irã, evidenciando a extensão do confronto regional que agora abrange o território libanês. As FDI orientaram a evacuação de amplas áreas do sul do Líbano, incluindo subúrbios de Beirute sob controle do Hezbollah. Katz reiterou que as ações militares de Israel visam eliminar armamentos e infraestrutura militar da milícia, além de atuar sobre os combatentes de elite do grupo.
Desde o início dos combates, o Hezbollah teria disparado quase 5 mil drones, foguetes e mísseis em direção a Israel, levando a uma intensificação das operações israelenses nos subúrbios ao sul de Beirute. Até o momento, os ataques resultaram na morte de 1.247 pessoas no Líbano, incluindo 124 crianças e 52 profissionais de saúde, enquanto estima-se que mais de 400 combatentes do Hezbollah foram mortos. Do lado israelense, relatos indicam a morte de dez soldados.
Este é o segundo confronto significativo entre Israel e Hezbollah em 2024, seguindo um episódio anterior que resultou na morte de Hassan Nasrallah, o então líder do grupo. A dinâmica do conflito permanece volátil, com preocupações crescentes sobre a escalada de violência e suas consequências humanitárias.





