O exoplaneta Epsilon Indi Ab orbita essa estrela e é considerado um gigante gasoso, com uma massa que supera em 7,6 vezes a de Júpiter, embora seu diâmetro permaneça semelhante ao do famoso planeta do nosso Sistema Solar. Com temperaturas que variam entre 200 e 300 K, o que equivale a -70°C a 20°C, Epsilon Indi Ab apresenta um ambiente que intriga os cientistas e desafia as expectativas em relação à sua composição atmosférica.
Uma equipe liderada pelo doutorando Bhavesh Rajpoot, do Instituto Max Planck de Astronomia, utilizou o instrumento MIRI do JWST, que opera no infravermelho médio, para coletar imagens diretas do exoplaneta. A partir dessas observações, foi possível estimar a concentração de amônia em sua atmosfera. Tradicionalmente, esperava-se que Epsilon Indi Ab apresentasse altas quantidades desse gás, assim como nuvens de amônia, mas a análise revelou uma quantidade surpreendentemente menor do que o previsto.
Segundo os pesquisadores, a explicação mais plausível para essa discrepância é a presença de nuvens espessas de gelo de água, que são irregulares e se assemelham a nuvens cirros na atmosfera terrestre. Essa descoberta abre novas possibilidades para a exploração das estruturas atmosféricas de exoplanetas, permitindo entender melhor a dinâmica e a composição das suas camadas superiores.
Assim, o que inicialmente parecia uma missão impossível agora se mostra viável, ressaltando a importância do JWST na ampliação do nosso conhecimento sobre os mundos além do Sistema Solar e contribuindo para a compreensão de fenômenos atmosféricos que antes estavam além do alcance das nossas observações.







