Um dos quasares, chamado EUCL J172902.75-641018.1, estabeleceu um novo recorde, posicionando-se como o quasar mais distante já registrado, a mais de 13 bilhões de anos-luz da Terra. Essa descoberta fornece novas informações sobre os primórdios do Universo e os mecanismos de formação desses corpos celestes. Segundo Daming Yang, astrônomo da Universidade de Leiden, os quasares recém-descobertos ajudam a compreender a evolução desses sistemas massivos em uma época em que o Universo ainda era jovem.
Os quasares identificados têm um alto desvio para o vermelho, com dois deles alcançando índices de 7,77 e 7,69, respectivamente. Esses números são significativos, pois representam as décadas iniciais da existência do Universo, ocorrendo cerca de 770 milhões de anos após o Big Bang. O status desses quasares como os mais antigos encontrados até hoje ressalta a importância da pesquisa em astrofísica e de instrumentos como o telescópio Euclid, que possibilitam a exploração de regiões do espaço-tempo ainda desconhecidas.
A importância das descobertas vai além do simples registro distante. “Encontrar e estudar esses quasares é fundamental para entender como esses poderosos buracos negros se formaram e cresceram”, afirma Yang, enfatizando que essa é uma das perguntas mais intrigantes na pesquisa atual.
Em comum, esses quasares revelam que, mesmo em uma fase primitiva do cosmos, essas estruturas complexas já estavam se formando e se desenvolvendo rapidamente. A adição de 12 novos quasares a esse estudo promete enriquecer ainda mais o entendimento dos astrônomos sobre a evolução do Universo, traçando um caminho para novas investigações sobre a relação entre galáxias, buracos negros e a ordem cósmica.
