Astrônomos Revelam Colisão de Quasares em Galáxias em Fusão no Universo Primal: Descoberta Inédita Utiliza Tecnologias Avançadas de Radiotelescópio.

Astrônomos Confirmam a Colisão de Quasares em Galáxias em Fusão no Universo Primordial

Recentemente, uma equipe de astrônomos utilizou o avançado radiotelescópio ALMA para confirmar a existência de um fenômeno extraordinário no cosmos: um par de quasares localizados em galáxias em processo de fusão. O objeto, denominado J2037-4537, remonta a um período em que o Universo contava com menos de um bilhão de anos, oferecendo valiosas informações sobre a evolução galáctica e a dinâmica dos buracos negros.

Os quasares, que são considerados os núcleos luminosos de galáxias alimentadas por buracos negros supermassivos, precisam de um grande volume de matéria para “acender” e se tornarem ativos. A hipótese predominante entre os cientistas é que as colisões de galáxias são o motor principal desse processo; ao se fundirem, o gás das galáxias em choque se concentra em direção aos centros, alimentando os buracos negros e possibilitando a formação dos quasares.

Embora a identificação de um único quasar no Universo primordial seja uma tarefa difícil, a descoberta de dois quasares ativos em um sistema de fusão é uma ocorrência extremamente rara. O par J2037-4537 é apenas o segundo já registrado com um desvio para o vermelho superior a cinco, um indicativo da sua distância e da época em que se formou.

A primeira observação desse quasar ocorreu em 2021, mas naquela oportunidade, havia a possibilidade de que os cientistas estivessem vendo duas imagens do mesmo quasar, distorcidas pela gravidade de uma galáxia em primeiro plano. Para resolver essa dúvida, a equipe liderada pelo astrofísico Minghao Yue, da Universidade do Arizona, empregou as avançadas capacidades de resolução do radiotelescópio ALMA.

As novas observações revelaram que ambas as galáxias que compõem o sistema J2037-4537 agem como “fábricas de estrelas”, possuindo uma massa dinâmica de pelo menos dez bilhões de massas solares. Ademais, a taxa de formação estelar ultrapassa 500 massas solares a cada ano, indicando uma intensa atividade cósmica.

Atualmente, os dois buracos negros supermassivos encontram-se separados por milhares de anos-luz e ainda não formam um sistema binário. Estudos sugerem que, em cerca de 2,1 bilhões de anos, J2037-4537 pode evoluir para um sistema binário gravitacionalmente ligado. A confirmação desse fenômeno não só aprofunda o nosso entendimento sobre as interações galácticas no cosmos primitivo, mas também ressalta a importância da tecnologia moderna no avanço da astronomia.

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