Astrônomos Registram Cometa Revertendo Sua Direção de Rotação Pela Primeira Vez na História

Em uma descoberta impressionante, astrônomos que operam o telescópio espacial Hubble registraram a primeira inversão de rotação de um cometa na história da astronomia. O cometa em questão, denominado 41P/Tuttle-Giacobini-Kresák, apresentou uma alteração significativa em seu giro, um fenômeno que até então não havia sido observado em outro corpo celeste. Essa nova rotação do cometa foi identificada durante observações feitas após sua passagem próxima ao Sol em 2017.

Originário do cinturão de Kuiper, o 41P foi desviado para sua atual órbita pelas forças gravitacionais de Júpiter. Com uma trajetória que o leva à parte interna do sistema solar a cada 5,4 anos, o cometa tornou-se objeto de interesse especial para os cientistas. Ele possui um núcleo relativamente pequeno, com cerca de 1 quilômetro de diâmetro, o que o torna particularmente suscetível a alterações em sua rotação devido à dinâmica dos jatos de gás que emergem de sua superfície. Esses jatos agem como pequenos motores, criando forças que podem mudar a direção do giro do cometa.

Os dados coletados pelo observatório Swift em 2017, após o periélio do 41P, indicaram uma diminuição drástica no seu período de rotação, que caiu de 46-60 horas para apenas 14 horas. Mais tarde, observações feitas pelo Hubble confirmaram que o cometa praticamente parou seu giro inicial antes de reverter sua rotação.

Além dessa impressionante inversão, o cometa 41P também demonstrou uma diminuição na atividade em comparação com 2001, quando apresentou índices muito mais elevados de emissão de gás e poeira. Essa redução pode ser atribuída ao esgotamento de substâncias voláteis presentes em sua superfície, ou à formação de uma camada de poeira que recobre seu núcleo, dificultando novas emissões.

O cometa tem orbitado na região do sistema solar atual por aproximadamente 1.500 anos, contribuindo significativamente para o nosso entendimento sobre os complexos processos que afetam pequenos corpos celestes. A observação desse comportamento inusitado e suas consequências são fundamentais para aprimorar o conhecimento global sobre cometas e as forças que regem suas dinâmicas.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo