Os pesquisadores observaram um padrão característico em forma de ‘U’ na distribuição das idades das estrelas, o que sinaliza a borda das regiões onde a formação estelar acontece. Essa atividade não ocorre de maneira uniforme. Em vez disso, começa nas regiões mais densas do núcleo galáctico e se expande gradualmente em direção ao exterior ao longo de bilhões de anos, um fenômeno conhecido como crescimento de dentro para fora. Em essência, as estrelas tendem a ser mais jovens quanto mais afastadas estão do centro.
No entanto, uma curiosidade intrigante emerge a partir dos dados: a idade média das estrelas realmente diminui à medida que se afasta do centro, mas, em torno de 35 a 40 mil anos-luz, essa tendência parece se inverter, indicando que estrelas mais antigas reaparecem na periferia do disco. Essa reversão sugere que a eficiência da formação estelar diminui drasticamente nesse ponto, estabelecendo uma marca que representa o verdadeiro limite do disco de formação.
Ainda assim, a presença de estrelas além dessa borda suscita a dúvida: como elas chegaram até lá se a formação estelar diminui acentuadamente? A resposta provavelmente reside no fenômeno da migração radial. Este processo implica que as estrelas, após nascerem, podem deslocar-se gradativamente para fora de seus locais de origem, seguindo ondas espirais que atravessam a galáxia.
A compreensão desse complexo cenário amplia o conhecimento sobre a estrutura e a dinâmica da Via Láctea, desafiando as noções tradicionais da formação estelar e instigando novas questões sobre a evolução das galáxias no universo.
