Astrônomos Desvendam Mistério dos Raios Cósmicos de Energia Ultra-Alta e Suas Origens em Fenômenos Cósmicos Extremamente Poderosos.

Avanços na Compreensão dos Raios Cósmicos de Energia Ultra-Alta

Nos últimos anos, a astrofísica tem se debruçado sobre um dos maiores mistérios do universo: as origens dos raios cósmicos de energia ultra-alta (UHECRs). Essas partículas, que apresentam energias extraordinárias, ainda não podem ser replicadas em aceleradores de partículas, como o Grande Colisor de Hádrons, que é o maior do mundo. Recentemente, pesquisadores sugeriram que esses raios podem ser gerados por núcleos atômicos muito pesados, possivelmente mais pesados do que o ferro. Essa nova pista abre um leque de possibilidades sobre como e onde esses fenômenos ocorrem.

Os UHECRs são raros na Terra, mas algumas partículas notáveis já foram identificadas, como a chamada Amaterasu, capturada em 2021, e a famosa partícula Oh-My-God, detectada em 1991. As análises sugerem que a energia das UHECRs supera os 100 exa-elétron-volts, chegando a ser até sete ordens de magnitude mais energéticas do que as partículas aceleradas no colisor. Por exemplo, a Amaterasu tinha uma energia de aproximadamente 240 exo-elétron-volts.

Os estudos apontam que quanto mais pesados forem os núcleos desses átomos, mais lentamente eles perdem energia enquanto viajam pelo espaço, o que pode restringir as fontes cosmos que conseguem acelerar tais partículas. O professor Kohta Murase, físico da Universidade da Pensilvânia e envolvido na pesquisa, destaca que essas partículas somente podem ser aceleradas por fontes extremamente poderosas do universo, como a colisão de estrelas de nêutrons ou o colapso de estrelas massivas em buracos negros.

Além disso, esses fenômenos cósmicos também podem causar explosões de raios gama, que são algumas das explosões mais intensas que já foram observadas. O estudo dessas partículas pode revelar diferenças nos espectros de UHECRs entre os hemisférios norte e sul, sugerindo que a composição das partículas nesses espectros pode ser mais pesada do que o ferro.

Essas descobertas não apenas oferecem uma nova perspectiva sobre a natureza dos raios cósmicos, mas também podem ajudar a decifrar alguns dos mistérios mais profundos do universo, fornecendo dados valiosos sobre as forças que geram essas enigmáticas partículas.

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