A argumentação de Medina se desdobrou em uma análise minuciosa das ações e omissões dos réus em relação à morte de Henry. Segundo ele, Monique tinha plena consciência das agressões que seu filho sofria e teve diversas oportunidades de protege-lo, mas não o fez. “Sinto pena de Monique, mas sua omissão deve ser punida”, ressaltou. Acredita que, após essa punição, ela poderá ser reintegrada à sociedade. No entanto, o advogado não compactua com essa visão em relação a Jairinho, expressando dúvidas de que sua natureza violenta poderia se alterar.
Durante a apresentação, Medina enfatizou que Henry foi submetido a um cenário devastador de violência e tortura antes de sua morte. Ele destacou a inquietante movimentação dos celulares dos réus na madrugada fatal, questionando as razões por trás do número elevado de passos dados por Jairinho naquele período. “O que ele estava fazendo? Treinando para uma maratona?”, indagou, insinuando que o ex-político estava mais preocupado consigo mesmo do que com a situação de Henry.
Além disso, Medina se referiu aos laudos periciais, indicando que Henry já estava sem vida há algum tempo quando recebeu atendimento médico. A temperatura corporal do menino, revelada nos laudos, sugeria que ele já tinha falecido antes de ser socorrido, o que aumentava a gravidade da situação e a responsabilidade dos réus.
Medina não hesitou em relembrar episódios passados de violência perpetrados por Jairinho, reforçando a ideia de que Monique estava ciente desse histórico. Ele traçou um paralelo entre a “fama” de Jairinho e as consequências nefastas de se relacionar com ele, insinuando que Monique, ao se envolver com o ex-vereador, decidiu ignorar os sinais de alerta que poderiam ter salvado Henry.
Como um desfecho carregado de emoção, o assistente de acusação sustentou que a agressão não apenas se limitava a Monique, mas também se estendia ao filho, criando um contexto trágico que culminou na morte de Henry. A expectativa agora recai sobre o júri, que deverá decidir o destino do casal.
