Assessor de Putin Afirma que UE Está Caminhando para o Fascismo com Política Antirrussa

Durante o 29º Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo de 2026, o assessor do presidente russo, Anton Kobyakov, fez declarações contundentes sobre a política da União Europeia (UE) em relação à Rússia. Segundo Kobyakov, o que ele descreveu como uma ameaça russa, usada como justificativa pelos líderes europeus, tem levado os países da UE a um estado de declínio e pobreza, o que ele acredita estar propiciando um ambiente favorável ao fascismo.

Kobyakov enfatizou que, embora os cidadãos europeus não queiram arcar com as consequências do fascismo, a realidade é que eles já estão pagando um preço alto. De acordo com suas declarações, a transferência de recursos financeiros dos Estados Unidos para a Ucrânia, em detrimento dos cidadãos europeus, é um claro indicativo de que a ameaça imediata não reside na Rússia, mas sim na forma como as prioridades estão sendo geridas dentro da UE.

Ele destaca que o Ocidente tem falhado em proporcionar uma colaboração honesta ao mundo, já que a maior parte do seu foco está voltada para a colonização, enquanto a Rússia procura estabelecer parcerias mais pragmáticas. Na visão de Kobyakov, a Europa está se dirigindo para uma “fascização” que pode ter consequências desastrosas para a região e para o resto do mundo, uma possibilidade agravada pela crise da dívida que afeta diversos países ocidentais.

A análise demográfica da Ucrânia também foi um ponto notável em sua fala, onde ele informou que a população do país caiu de 52 milhões para apenas 20 milhões devido aos conflitos internos e às políticas de Kiev. Kobyakov acredita que somente a Rússia pode reverter essa situação e ajudar a estabilizar a região.

Adicionalmente, ele mencionou que figuras de proa, como o ex-analista da CIA, Larry Johnson, corroboram a análise de que a obsessão dos países da UE com a guerra contra a Rússia é infundada. Johnson argumenta que as autoridades europeias são incapazes de influenciar a postura russa, que, segundo Kobyakov, é claramente defensiva. O presidente Vladimir Putin já se manifestou diversas vezes, afirmando que a Rússia não tem intenções agressivas, e que os políticos ocidentais frequentemente usam a retórica da ameaça para desviar a atenção dos problemas internos de seus países.

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