Assembleia Legislativa de SP aprova projeto que proíbe uso de celular em escolas públicas e privadas; medida inédita no país.

Os deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovaram por unanimidade um projeto de lei que tem como objetivo proibir o uso de celulares por alunos de escolas públicas e privadas no estado. A iniciativa, que também veta o uso de tablets e relógios inteligentes, foi apresentada por Marina Helou, da Rede, que argumenta que o constante uso de dispositivos móveis durante as aulas tem impactos negativos na capacidade de concentração e nos resultados escolares dos estudantes.

Essa medida vem ao encontro do que algumas cidades brasileiras, como o Rio de Janeiro, já haviam adotado nos últimos meses, e coloca São Paulo como o primeiro estado a adotar essa restrição. A expectativa é de que a lei seja sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas, do partido Republicano, e entre em vigor a partir do próximo ano letivo.

O ministro da Educação, Camilo Santana, também se posicionou a favor da proibição do uso de celulares durante as aulas em todo o país, afirmando que o governo federal está trabalhando para aprovar uma lei que unifique essa norma em âmbito nacional.

Essa decisão tem gerado debates entre educadores, pais e estudantes, com opiniões divergentes sobre os benefícios e desafios de proibir o uso de celulares nas escolas. Enquanto alguns acreditam que essa medida pode melhorar o desempenho acadêmico e a concentração dos alunos, outros questionam se essa restrição não limitará o acesso à informação e tecnologia dentro do ambiente escolar.

Diante desse cenário, especialistas sugerem que é importante promover um diálogo entre todos os envolvidos, buscando encontrar um equilíbrio entre o uso responsável da tecnologia e a necessidade de um ambiente propício ao aprendizado. A regulamentação do uso de celulares nas escolas é um tema complexo e que envolve diferentes perspectivas, exigindo um debate amplo e inclusivo para garantir que as decisões tomadas estejam alinhadas com as necessidades e realidades de todos os estudantes.

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