Os elementos a serem examinados incluem os critérios técnicos que embasaram a escolha dos investimentos, a atuação dos conselhos do instituto, bem como a participação dos gestores responsáveis. Além disso, a comissão avaliará se existem pareceres que respaldaram ou contestaram as decisões de investimento e os riscos envolvidos para o patrimônio dos aposentados e pensionistas.
Fontes internas da Assembleia Legislativa já indicam uma discussão em torno dos nomes que poderão ocupar as posições de liderança e relatoria da comissão, com o deputado Ronaldo Medeiros como um dos principais candidatos para a relatoria. Essa escolha se justifica pela experiência do parlamentar em questões previdenciárias, dado que Medeiros é servidor de carreira do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e possui histórico de envolvimento em debates sobre regimes de previdência.
Entretanto, os nomes que ocuparão oficialmente a presidência e a relatoria ainda não foram divulgados pela Mesa Diretora da Assembleia. A CPI, uma vez instaurada, poderá convocar tanto gestores quanto ex-gestores, além de requisitar documentos relacionados às aplicações financeiras. A comissão também tem a prerrogativa de ouvir membros dos conselhos do Iprev e buscar informações junto a órgãos de fiscalização e instituições financeiras.
O principal objetivo da investigação será determinar as pessoas e os fundamentos que estiveram por trás das decisões de investimento, assim como a situação atual dos recursos alocados. Paralelamente, a CPI operará em conjunto com as investigações realizadas pelo Ministério Público e demais órgãos de controle. Até o presente momento, não há nenhuma conclusão sobre a responsabilidade administrativa, civil ou criminal dos indivíduos envolvidos nas operações financeiras em questão.
A cobertura da temática será atualizada constantemente, com espaço aberto para manifestações de todas as partes envolvidas, incluindo o Iprev, a Prefeitura de Maceió, o Banco Master e os parlamentares mencionados.





