Assembleia Legislativa de Alagoas Discute Reconhecimento das Canoas de Tolda como Patrimônio Cultural em Retorno de Sessões do Ano Legislativo

Na última terça-feira, 4 de setembro, a Assembleia Legislativa de Alagoas reiniciou suas atividades do segundo semestre do quarto ano legislativo, marcando a retomada dos debates com a análise de 20 matérias na Ordem do Dia. Um dos principais focos da sessão foi a discussão em primeiro turno do projeto de lei ordinária nº 1774/2025, apresentado pela deputada Fátima Canuto (MDB). O projeto visa reconhecer as Canoas de Tolda, tradicionais embarcações utilizadas na navegação do rio São Francisco, como patrimônio cultural material do Estado.

A deputada Fátima Canuto destacou em sua justificativa a relevância das Canoas de Tolda para as comunidades ribeirinhas e para a cultura local, ressaltando que essas embarcações, feitas de madeira e movidas à vela, têm sido fundamentais no desenvolvimento econômico, social e cultural das populações que habitam as margens do rio. A parlamentar lembrou que desde o século XIX, as Canoas de Tolda têm exercido um papel crucial no transporte de passageiros, mercadorias, alimentos e correspondências, promovendo a integração entre municípios e regiões menos acessíveis. A importância histórica dessas embarcações rendeu ao rio São Francisco a alcunha de “estrada líquida do sertão”, estabelecendo-se como uma rota vital para o interior do Nordeste brasileiro.

Além da proposta relacionada às Canoas de Tolda, outros projetos de resolução e de lei foram discutidos pelos parlamentares durante a sessão. Entre as iniciativas apresentadas, destaca-se o projeto de resolução nº 336/2026, do deputado Dudu Ronalsa (MDB), que propõe conceder a Comenda do Mérito Tavares Bastos a Midiã de Alves Brito. Outro projeto, de autoria do deputado Cabo Bebeto (PL), é o de nº 329/2026, que pretende conceder a Comenda Dom Antônio Brandão ao senhor José Francisco Falcão de Barros, e o de nº 283/2025, que confere a Comenda Sargento Adeildo a Daniel dos Santos Rocha.

Além das honrarias, a Assembleia também avançou na análise de projetos que buscam instituir o Dia Estadual das Comunidades Acolhedoras Terapêuticas, conceder títulos honorários, denominar equipamentos públicos e reconhecer entidades como de utilidade pública. Outras iniciativas direcionadas à saúde, assistência social, cultura e segurança pública também foram discutidas, abrangendo temas como a prevenção do suicídio, o videomonitoramento em instituições de acolhimento e o fornecimento gratuito de medicamentos para diabetes e obesidade, mostrando um comprometimento com causas sociais essenciais.

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