A proposta do plano é embasada em valores fundamentais como igualdade, diversidade, inclusão social e justiça social, buscando garantir um atendimento qualificado e acessível a todos. O debate foi mediado pelo deputado Breno Albuquerque (PT), que ocupou o lugar do autor da proposta, Ronaldo Medeiros (PT), ausente devido a questões de saúde. Breno ressaltou a relevância do evento, afirmando que a apresentação do plano representa um importante avanço na luta pelos direitos da comunidade LGBTQIA+, ao mesmo tempo que fortalece a institucionalização de ações voltadas para essa população historicamente marginalizada.
O secretário estadual de Direitos Humanos, Marcelo Nascimento, esclareceu que a elaboração do documento levou cerca de 90 dias e envolveu um grupo de trabalho composto por representantes de diversas secretarias, órgãos públicos e universidades, além de membros da sociedade civil. Para enriquecer o plano, foram realizadas escutas populares em diferentes regiões do estado, incluindo os Sertão e Agreste, ampliando a base de apoio e sugestões para a construção do documento.
Durante a apresentação, Nascimento afirmou que o plano é público e que todos têm o direito de contribuir com ideias e propostas. Após a análise dos parlamentares, o plano será oficialmente publicado pelo governador Paulo Dantas, conferindo a ele o caráter definitivo. O secretário também mencionou que outros três planos estão em fase de preparação, focando em políticas públicas para povos indígenas, igualdade racial e assistência a pessoas em situação de rua.
A apresentação técnica ficou a cargo de Isis Florescer, Maria Alcina e Elias Veras, que detalharam os quatro eixos centrais do plano: Educação e Enfrentamento às LGBTQIA+fobias; Fortalecimento da Política LGBTQIA+; Estudos e Produção de Conhecimento; e Trabalho, Empregabilidade e Empreendedorismo LGBTQIA+. Elias Veras comentou sobre a importância do plano, que foi elaborado a partir das deliberações da última Conferência Estadual LGBTQIA+, buscando atender às reivindicações históricas da comunidade.
O documento, que possui 77 páginas, envolveu a colaboração de diversas instituições e será um passo crucial para a construção de um ambiente mais seguro e inclusivo para a população LGBTQIA+. Antes do evento na Assembleia, conferências regionais foram realizadas em municípios como Arapiraca e Delmiro Gouveia, demonstrando um esforço contínuo para a promoção da cidadania e diversidade em Alagoas.
