Assaltos em balsas de condôminos na Barra da Tijuca levantam preocupação; moradores cobram medidas de segurança da Ecobalsas e da Polícia Militar.

Moradores da Barra da Tijuca Relatam Assaltos em Balsas Exclusivas para Condôminos

A situação de segurança nos condomínios da Barra da Tijuca, zona Sudoeste do Rio de Janeiro, se tornou preocupante após uma série de relatos de assaltos em balsas utilizadas exclusivamente por residentes. Os moradores têm se mobilizado através de grupos de mensagens para alertar sobre a infiltração de criminosos armados nas embarcações operadas pela Ecobalsas, que, mesmo com a exigência de carteirinhas de identificação, têm sido alvo de assaltos.

Recentemente, a Polícia Militar confirmou que a semana passada foi marcada por um registro de ocorrência ligado a esses transportes, embora a corporação ressalte que não há um padrão de assaltos frequentes nas balsas. De acordo com o comando do 31º Batalhão de Polícia Militar (BPM) do Recreio dos Bandeirantes, a segurança nos acessos às embarcações foi intensificada em resposta às queixas recebidas.

A síndica de um dos condomínios da região, Nátali Teixeira, se fez eco dos relatos que indicam assaltos em áreas específicas, como o Mundo Novo, Américas Park e Novo Leblon. “Apesar de ser necessário ser morador para ter acesso às balsas, os criminosos conseguiram entrar armados e realizar os roubos”, comentou Nátali, que também enfatizou a reação tardia da Ecobalsas na implementação de medidas de segurança, incluindo a instalação de câmeras de vigilância.

A síndica agendou uma reunião com representantes da Ecobalsas para discutir o aumento das medidas de segurança, já que a situação, segundo ela, pode oferecer riscos diretos à vida dos moradores. Apesar de promessas de um novo serviço de segurança a partir de uma data recente, as informações a respeito ainda são incertas.

A Associação do Condomínio Mundo Novo acrescentou que tem estado atenta à situação e se empenhado em adotar iniciativas que visam reduzir a criminalidade nas proximidades. Entretanto, a entidade ressalta que os registros de ocorrências são relativamente baixos em sua área, embora o problema se estenda além de seus limites. A associação também se deparou com limitações em atuar fora de sua jurisdição e recordou que a presença de segurança armada é vetada em espaços públicos.

Em uma última nota, a associação destacou a necessidade de uma resposta eficaz por parte do poder público para lidar com essa questão persistente, que afeta a tranquilidade e a segurança da comunidade. Sem dúvida, a situação destaca um dilema urgente sobre a necessidade de um trabalho conjunto entre as empresas privadas de transporte e as forças de segurança pública para garantir a proteção dos cidadãos.

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