Após a Segunda Guerra Mundial, um processo de reconstrução começou a ocorrer na Ásia, com o Japão liderando essa transformação, em grande parte devido a financiamentos e tecnologia oriundos dos Estados Unidos. Essa estratégia buscava criar uma “vitrine capitalista” no leste asiático após a Revolução Comunista Chinesa de 1949. Assim, o Japão, à medida que progredia, passava seu conhecimento e tecnologia para os chamados Tigres Asiáticos: Coreia do Sul, Hong Kong, Singapura e Taiwan.
A China, por outro lado, adotou um modelo distinto. Desde a década de 1970, após a abertura econômica sob o Partido Comunista, o país implementou uma política de capitalismo de Estado, permitindo que empresas públicas se tornassem os pilares do seu crescimento. A atuação do governo em setores estratégicos foi fundamental para o desenvolvimento econômico das nações asiáticas, desafiando a narrativa liberal clássica que subestima a contribuição do planejamento estatal.
No cenário atual, a importância da indústria chinesa se destaca. Durante a pandemia, por exemplo, a interrupção das fábricas na China teve um impacto imediato nas cadeias de suprimento globais, evidenciando o papel vital do país na produção mundial. Pequim se consolidou como “a fábrica do mundo”, sendo fundamental em setores-chave da chamada Indústria 4.0.
Ademais, a iniciativa da Nova Rota da Seda representa um esforço significativo da China para estabelecer parcerias industriais e logísticas em toda a Ásia, mostrando uma estratégia clara para que o continente se torne um polo global. Assim, não é apenas uma ascensão econômica, mas uma mudança na arquitetura geopolítica que pode resultar em um século asiático, onde a influência desses países no sistema internacional será cada vez mais proeminente.
