Em um artigo publicado recentemente, o The Guardian apontou que, em 2023, a América do Sul exportou US$ 91,2 bilhões para os Estados Unidos, enquanto exportou US$ 181 bilhões para a China. Esses números revelam uma mudança significativa no panorama econômico da região, que antes tinha Washington como principal parceiro comercial. Hoje, somente Equador e Colômbia mantêm essa relação mais estreita com os EUA.
A discordância entre Trump e o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, em relação a questões como migração e tarifas, abriu espaço para a diplomacia chinesa fortalecer seus laços com o país sul-americano. O embaixador chinês em Bogotá destacou que as relações diplomáticas entre China e Colômbia estão em um “melhor momento”, aproveitando-se das divergências entre os EUA e a América Latina.
As políticas protecionistas adotadas pela administração Trump, como a imposição de tarifas sobre aço e alumínio, têm criado um ambiente favorável para que os países sul-americanos busquem alternativas comerciais com a China. O projeto do megaporto Chancay, no Peru, é um exemplo desse movimento de independência econômica da região em relação aos EUA.
Especialistas apontam que, diante das ameaças de tarifas por parte dos EUA, os países latino-americanos podem optar por priorizar suas relações comerciais com a China, um mercado em expansão e com alta demanda por produtos da região. A análise de analistas citados pelo The Guardian sugere que as medidas protecionistas de Trump podem acabar aproximando ainda mais os países sul-americanos da China, o que poderia impactar significativamente as relações comerciais globais.





