Com 1h07 de duração, o documentário oferece uma visão abrangente da vida de Fontoura, desde sua infância até os dias atuais. O ator relembra seu interesse pelos programas da Rádio Nacional, sua experiência cantando na noite curitibana e sua transição para a TV, onde se tornou um dos artistas mais queridos do Brasil. O documentário também inclui depoimentos de colegas de trabalho, como a atriz Mariana Ximenes, que ajudam a dar uma dimensão completa do impacto de Fontoura no meio artístico.
Um dos momentos mais curiosos revelados por Fontoura foi sua chegada ao Rio, em 31 de março de 1964, coincidindo com o golpe militar no país. Além disso, o ator compartilhou memórias emocionantes de sua longa amizade com Nicette Bruno e Paulo Goulart, ressaltando a importância de seus amigos e colegas ao longo de sua carreira.
Ao falar sobre o ápice de sua carreira, Fontoura destacou seu papel como Baltazar Camará na novela “O Espigão” (1974), descrevendo o personagem como um professor de ecologia e botânica atormentado pelo remorso. O ator atribuiu sua habilidade de permanecer simples e autêntico, apesar de sua fama, ao seu desejo constante de evitar se tornar uma pessoa “insuportável e impenetrável”.
Fontoura, famoso por seu humor e autenticidade nas redes sociais, também falou sobre sua presença online e a importância de manter sua autenticidade no meio digital. O ator expressou gratidão por poder compartilhar sua personalidade brincalhona com milhões de seguidores, enfatizando a importância de permanecer simples e charmoso, independentemente de sua fama.
No documentário, Ary Fontoura demonstra uma mistura de gratidão e humildade, revelando o segredo de sua imensa popularidade e longevidade na indústria do entretenimento. A série documental “Tributo” oferece aos fãs uma visão mais aprofundada de uma das figuras mais queridas da televisão brasileira, celebrando a longa e prolífica carreira de Fontoura e seu impacto duradouro no cenário artístico do Brasil.
