Árvore plantada no nascimento de filha em 1981 é repleta de emoção em reencontro após 40 anos em Mato Grosso do Sul.

Em 9 de abril de 1981, um ato simples, mas profundamente significativo, ocorreu em Aquidauana, no estado de Mato Grosso do Sul: Maurício Borba de Oliveira decidiu plantar uma muda de árvore na frente de sua sala de trabalho, no antigo Centro de Educação Rural de Aquidauana (CERA). Esse gesto da escolha de uma árvore água-pomba se tornaria um poderoso símbolo de afeto. A data não foi aleatória; foi o dia em que sua filha, Anay Serra de Oliveira, nasceu.

Mais de quatro décadas se passaram desde aquele momento, e Anay, agora adulta, decidiu retornar ao local onde a árvore foi plantada. O espaço, que hoje abriga a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), serviu como cenário para um reencontro repleto de emoção. Ao avistar a árvore, já crescida e imponente, Anay reviveu memórias de sua infância, fechando um ciclo que começou no dia de seu nascimento. “Eu não sabia que a árvore estava aqui. Quando a vi, me lembrei de tudo. É uma conexão forte”, declarou.

Anay cresceu em meio à natureza e às atividades do antigo CERA, onde seu pai trabalhava como meteorologista. Sua infância foi moldada por experiências ricas e educativas, como o cuidado com bichos-da-seda e visitas a diferentes cantos daquela unidade rural. Descrevendo o local como um “parque de diversões educativo”, ela recorda com carinho das tardes passadas observando os animais e explorando o Pantanal.

O reencontro com a árvore ocorreu durante o evento Pantanal Tech e, ao se deparar com a água-pomba, Anay rapidamente se lembrou da história que a unia a esta planta. A comparação entre a árvore pequena que aparece em fotos de sua infância e a grandeza da árvore atual, viralizou logo nas redes sociais, evocando a nostalgia de sua trajetória de vida.

Para Anay, a árvore é mais do que um elemento da paisagem; ela representa o amor pela natureza que seu pai sempre teve e que, de certa forma, foi transmitido a ela. “Ele associou esse amor comigo. Essa conexão tem muito valor sentimental”, afirma. Maurício, com 75 anos, sempre foi um entusiasta das plantas, especialmente as frutíferas, e essa paixão se perpetua por meio de sua filha e da árvore plantada em um momento tão especial.

Assim, a água-pomba não é apenas parte do espaço físico, mas sim um elo emocional, resistente ao tempo, que reafirma que, apesar dos ciclos da vida, algumas raízes permanecem intactas, conectando gerações e sentimentos de amor e respeito pelo meio ambiente.

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