Nascida no Irã, mas exilada na França desde 1994, Satrapi se naturalizou cidadã francesa em 2006. Sua trajetória artística é inegavelmente marcada pela autobiografia “Persépolis”, lançada em 2000, que retrata sua infância e adolescência sob o regime dos aiatolás. A obra, considerada um marco na literatura gráfica, conquistou leitores ao abordar temas como repressão e a experiência de emigração, sendo reconhecida pelo New York Times como uma das 100 melhores publicações do início do século XXI.
O romance entre Satrapi e Ripa começou na França, onde encontraram-se em um contexto que já era de recomeço para ambos. Ripa, um economista sueco, conheceu a artista durante seu intercâmbio universitário em Paris. Com o passar dos anos, se tornaram uma parceria sólida, participando juntos de projetos artísticos, incluindo a tradução de “Persépolis”, e contribuindo para o curta-metragem de animação da autora, enquanto ela estava ainda em formação na Escola de Artes Decorativas de Estrasburgo.
Apesar da fama de Satrapi, o casal sempre valorizou sua privacidade, optando por manter suas vidas pessoais fora dos holofotes. Satrapi, em entrevistas, afirmou que seu objetivo não era ser vista como a esposa encantadora de um artista. Para ela, a liberdade e a independência sempre foram prioridades inegociáveis. Após a morte de Ripa, a ausência dele se fez sentir de maneira significativa, levando Satrapi a um estado de tristeza que culminou em sua morte. A causa da sua morte ainda permanece desconhecida, deixando um legado de sua arte e amor por trás.





