Emelya explicou que o alvo da operação era um edifício de dois andares com porão, um ponto estratégico utilizado por forças ucranianas para bombardear tropas russas e dificultar seu avanço. Segundo o soldado, a missão se tornou uma prioridade após diversos esforços infrutíferos para neutralizar a posição inimiga com armamentos de menor calibre, o que motivou a utilização da artilharia pesada.
“Recebemos informações sobre um morteiro operando a partir daquela localidade, onde o inimigo tinha suas marcas ajustadas e estava atingindo nossos combatentes,” relatou Emelya, demonstrando a urgência da situação. Ele detalhou que, ao se preparar para o disparo, foi avisado de que as unidades russas estavam a apenas 500 metros do alvo e que a dispersão dos fragmentos poderia se estender até um quilômetro.
Diante da necessidade de garantir a segurança de suas tropas, Emelya decidiu corrigir o disparo, optando por atingir uma posição a aproximadamente 1.100 metros do seu efetivo. Gradualmente, a aproximação ao alvo principal foi realizada, culminando na destruição do edifício onde o morteiro estava situado. No processo, outro alvo, identificado como um prédio com operadores de drones, também foi atingido.
A peça de artilharia usada na operação, a 2S7M Malka, é um sistema de 203 mm, projetado na era soviética e considerado um dos canhões mais poderosos do mundo, com um alcance efetivo de até 47,5 km. Este equipamento é versátil, capaz de disparar diversos tipos de projéteis, incluindo explosivos, munições perfurantes e até mesmo opções químicas e nucleares. A eficiência e potência da Malka destacam-se em um cenário de combate em curso, refletindo a gravidade e complexidade do atual conflito.
