No cenário atual, Lira se junta à corrida ao Senado que conta com nomes como Lenilda Luna (UP) e Márcio Jambo (Democrata) já confirmados para concorrer ao governo, enquanto Alexandre Fleming (UP), Davi Davino Filho (Republicanos) e Mariedson (Democrata) são os pré-candidatos ao Senado. O prazo para registro de candidaturas se encerra às 19h, e o clima político fervilha em Alagoas com este novo capítulo das eleições se desenrolando.
Lira tem uma oposição forte composta pelas figuras influentes de Renan Filho e Renan Calheiros, ambos do MDB, que também não se manifestaram oficialmente no portal da Justiça Eleitoral até o momento. Em uma recente reunião, JHC manifestou sua intenção de ser candidato ao Senado, onde encontrará uma grande rivalidade, especialmente contra a família Calheiros, que conta com apoio de Lula. Apesar desse cenário desafiador, analistas políticos acreditam que JHC, que também é visto como competitivo para o governo, teria uma melhor chance no Senado, considerando que Alagoas elegerá dois representantes em 2026.
A trajetória de JHC na política tem sido marcada por descontentamentos. No ano passado, ele havia se reunido com o presidente Lula para discutir a indicação de sua tia, Marluce Caldas, para um cargo no STJ, e rumores indicam que um acordo foi alcançado para sua candidatura ao Senado, o que possibilitará a Renan Filho uma vantagem nas eleições para governador. O ex-prefeito deixou o PL em março por desavenças internas, especialmente por não ter autonomia para formar sua chapa, e agora se destaca como presidente do diretório local do PSDB.
Recentemente, Flávio Bolsonaro fez uma proposta que poderia complicar ainda mais a situação de Lira, sugerindo que a esposa de JHC, Marina Candia, concorresse ao Senado ao lado dele. Essa proposta foi bem recebida por JHC, mas vista com descontentamento por Lira, que sente que a concorrência se intensificou.
Nos bastidores, tanto Lira quanto Lula expressam irritação com a posição de JHC, especialmente em meio a uma investigação da Polícia Federal que apura a gestão financeira durante a administração do ex-prefeito, relacionada a compras suspeitas envolvendo o Banco Master. A PF lançou uma operação para investigar a compra de R$ 97 milhões em papéis que posteriormente foram liquidadas sob gestão fraudulenta. Em um movimento adicional, o Senado aprova um empréstimo de US$ 150 milhões para a prefeitura de Maceió, um passo que pode ter um impacto direto na campanha de JHC, revelando a interatividade e a complexidade do cenário eleitoral no estado.




