Arteterapia é regulamentada no Brasil com nova lei sancionada por Geraldo Alckmin em decisão que inclui veto parcial; profissão ganha reconhecimento oficial.

A nova legislação que regulamenta a profissão de arteterapeuta no Brasil, conhecida como Lei 15.435/2026, já está em vigor. A norma foi sancionada parcialmente pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, e seu conteúdo foi publicado no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (18). Essa promulgação representa um importante passo na formalização de uma prática terapêutica que combina arte e saúde.

Conforme estabelece a lei, o arteterapeuta é um profissional que utiliza diversos recursos das artes, incluindo artes visuais, música, dança, canto, teatro e literatura, com o intuito de facilitar processos terapêuticos. O enfoque do arteterapeuta reside na promoção do autoconhecimento e da autoexpressão, no desenvolvimento humano e na criatividade, além de atuar na prevenção e reabilitação de doenças mentais e psicossomáticas. Essa abordagem inovadora busca expandir as possibilidades de tratamento e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Entre as atribuições garantidas pela nova legislação, destaca-se a responsabilidade do arteterapeuta em orientar não apenas os pacientes, mas também familiares e cuidadores durante os atendimentos arteterapêuticos. Além disso, esses profissionais devem participar do planejamento, execução e avaliação de programas de saúde pública, adotando uma postura colaborativa junto a outros profissionais da área da saúde.

Outra importante previsão da lei é a permissão para que arteterapeutas exerçam atividades de docência nas disciplinas de formação específicas da área, além de coordenar setores de arteterapia em diversas instituições, empresas e organizações. Essas possibilidades ampliam o horizonte de atuação dos profissionais e fortalecem a implementação da arteterapia em diversos contextos.

A criação dessa norma partiu do Projeto de Lei (PL) 4.815/2024, proposto pelo deputado Giovani Cherini (PL-RS). O texto, que começou a tramitar no Senado como PL 3.416/2015, recebeu aprovação na Comissão de Assuntos Sociais em maio, sob a relatoria do senador Nelsinho Trad (PSD-MS). Depois de apreciado, foi remetido de volta à Câmara dos Deputados, onde foi encaminhado para sanção.

Vale ressaltar que a sanção da lei não foi total. O presidente fez um veto parcial a três dispositivos, argumentando que esses itens impunham restrições excessivas à liberdade profissional e poderiam diminuir o número de profissionais capacitados em arteterapia, o que comprometeria práticas já estabelecidas nos serviços de saúde. Essa ação, segundo o Executivo, visa assegurar que a regulamentação da profissão não prejudique o acesso a esses serviços importantes para a saúde mental da população.

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