Arquidiocese de Maceió Proíbe Fogos de Artifício com Estampidos para Proteger Vulneráveis em Eventos Religiosos

Arquidiocese de Maceió Proíbe Fogos de Artifício com Estampido em Eventos Religiosos

A Arquidiocese de Maceió, em uma decisão impactante para eventos religiosos na região, anunciou a proibição do uso de fogos de artifício com estampido. Essa determinação, oficializada por meio de um decreto publicado na última quarta-feira, visa preservar o bem-estar da comunidade durante festas e celebrações nas paróquias, comunidades e reitorias que fazem parte do território arquidiocesano.

Essa medida se alinha com a legislação estadual, especificamente a Lei nº 9.146/2024, que entrou em vigor em 15 de janeiro e proíbe não apenas a fabricação, mas também a venda, transporte e queima de fogos que produzam som intenso. O foco principal da proibição está na redução dos impactos negativos gerados pelo barulho, que pode afetar especialmente grupos vulneráveis. Crianças, idosos, pessoas com transtorno do espectro autista, pacientes hospitalizados e animais são os mais suscetíveis a essa perturbação sonora.

No decreto, a Arquidiocese expressa preocupação com os danos que os fogos de artifício podem causar. Os sons provocados por esses artefatos são descritos como intensos e repetitivos, capazes de gerar sofrimento e ferimentos, além de comprometer a tranquilidade dos que estão ao redor. Essa postura demonstra um compromisso sólido da Igreja com a proteção e o respeito às diferenças, reconhecendo a importância de cuidar do bem comum.

Assinado pelo arcebispo metropolitano de Maceió, Dom Carlos Alberto Breis Pereira, e pelo chanceler da Cúria Arquidiocesana, cônego Valmir Galdino Paes da Silva, o decreto irá vigorar em todas as atividades promovidas pela Arquidiocese. Essa ação reafirma a responsabilidade social da Igreja e seu papela na promoção de um ambiente mais pacífico, especialmente em momentos de celebração e união da comunidade.

Com essa iniciativa, a Arquidiocese não apenas adota uma postura proativa sobre questões de saúde pública e bem-estar social, mas também enfatiza a análise crítica do impacto que as tradições podem ter sobre os indivíduos em situações vulneráveis, abrindo caminho para um diálogo sobre práticas mais inclusivas em festividades futuras.

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