Antes do início das escavações, o local era considerado de importância arqueológica limitada, com poucas evidências conhecidas, que se restringiam a algumas descobertas esparsas feitas no início do século XIX. No entanto, a pesquisa, que abrangeu aproximadamente 12 hectares, revelou uma camada rica de ocupação humana, datações que vão muito além do que se acreditava anteriormente.
Os arqueólogos encontraram artefatos e estruturas que pertencem a diferentes períodos históricos. Entre as descobertas mais notáveis, estão os vestígios de um assentamento que remonta à pré-história, o que sugere que a região tem sido habitada por milênios, dando um novo significado à narrativa sobre a evolução das comunidades no Vale Peligna. Além disso, os restos de um cemitério proporcionam uma perspectiva fascinante sobre as práticas funerárias da época, enquanto os banhos romanos revelam aspectos da vida cotidiana e das interações culturais na antiguidade.
Essa série de descobertas não só ilumina a rica tapeçaria da história humana no Vale Peligna, mas também reforça a importância das ações de preservação e pesquisa arqueológica em locais considerados de menor relevância no passado. Com esses novos dados, os arqueólogos esperam reescrever partes significativas da história local, proporcionando uma compreensão mais completa das sociedades que habitavam a região. O impacto dessas descobertas nos círculos acadêmicos e na valorização do patrimônio cultural da Itália é inegável, contribuindo para um entendimento mais profundo do desenvolvimento humano ao longo da história.





