Localizada sob a Praça Andrea Costa, a basílica foi identificada em escavações que revelaram uma fundação retangular rodeada por uma colunata, conforme descrito no quinto livro da obra “De Architectura”. Esta obra clássica apresenta a basílica como um edifício de planta retangular com colunas, projetado inicialmente para julgamentos e assembleias na Roma Antiga, embora tenha sido adaptada posteriormente para o uso religioso.
Os vestígios encontrados correspondem precisamente às medidas e características mencionadas por Vitrúvio. A estrutura possui oito colunas em cada um dos lados longos, além de quatro nos curtos, com uma quinta coluna identificada, confirmando a autenticidade do local. Os arqueólogos foram surpreendidos pela escala das colunas, que medem cerca de 1,50 metros de diâmetro e se elevam a uma altura estimada de 15 metros. A conexão dessas colunas a pilastras nos cantos sugere um sistema estrutural complexo, um princípio frequentemente empregado por Vitrúvio que combina funcionalidade e estética.
A correspondência entre os vestígios encontrados e as descrições de Vitrúvio não apenas reafirma a importância do arquiteto na história da arquitetura, mas também oferece uma nova perspectiva sobre as práticas construtivas da época. Com isso, os pesquisadores se preparam para explorar mais a fundo o contexto arqueológico ao redor da basílica, buscando preservar esse patrimônio histórico que, até então, era baseado em registros textuais.
Financiadas pelo Plano Nacional de Recuperação e Resiliência da Itália, as escavações continuarão nos próximos meses, com o objetivo de entender não apenas a basílica em si, mas todo o seu contexto histórico e cultural. As expectativas são altas, pois essa descoberta não só enriquece o conhecimento sobre a arquitetura romana antiga, mas também reforça a relevância contínua dos ensinamentos de Vitrúvio.
