Os arqueólogos identificaram 156 novos sítios, que incluem 461 inscrições islâmicas e 34 thamúdicas, além de 1.259 painéis de arte rupestre e várias estruturas que datam de épocas remotas. As inscrições rupestres, muitas vezes, funcionavam como registros de passagem, orações ou até mesmo versos poéticos, refletindo a movimentação constante de viajantes e pastores pela região. As inscrições thamúdicas, por outro lado, fornecem insights sobre as práticas de escrita de civilizações que habitaram o norte e o centro da Arábia antes da difusão do Islã.
A riqueza desse material não se restringe apenas à sua relevância histórica, mas também à maneira como conecta a história escrita à paisagem física que a envolve. O estudo dessas inscrições permite uma compreensão mais profunda das rotas utilizadas por diferentes grupos e como a letra gravada em rocha pode preservar emoções e memórias ao longo do tempo.
Outro aspecto importante das descobertas diz respeito à documentação de poços e rotas de caravanas, que evidenciam a importância da água e dos caminhos tradicionais para a mobilidade na região. Em uma terra árida, a presença de poços definia trajetos e era crucial para a sobrevivência de assentamentos, revelando assim a lógica prática por trás da ocupação histórica.
Esses achados em Al-Mahd vêm somar-se a descobertas recentes em Miqat Al-Juhfah, onde mais de 1.700 artefatos foram registrados, reforçando a ideia de uma Arábia islâmica primitiva, entrelaçada por rotas comerciais, sistemas de irrigação e práticas religiosas, demonstrando a complexidade e a interligação dessas comunidades ao longo dos séculos. A continuidade de pesquisas nesse campo promete revelar ainda mais sobre a rica tapeçaria cultural e histórica da região.
