Embora a parte inferior da estátua esteja ausente, investigadores conseguiram identificar o faraó pela análise das características faciais da escultura. Acredita-se que a estátua não tenha sido originalmente criada em Tel Faraoun, mas sim em Pi-Ramess, a vasta capital erguida durante o reinado de Ramsés II. Em épocas antigas, a estátua pode ter sido transportada para Tel Faraoun para ser integrada no complexo de templos locais, um processo comum na época.
Arqueólogos também levantaram a hipótese de que a figura encontrada poderia ser parte de um conjunto escultórico maior, conhecido como “tríade”. Este conjunto normalmente retrata o faraó em companhia de deidades, simbolizando proteção e autoridade divinas. Tríades semelhantes já foram descobertas na província de Sharqia, o que sugere que a estátua de Ramsés II poderia ter feito parte de uma composição artística mais extensa.
A conclusão precisa sobre a origem e a antiguidade do artefato ainda requer investigações mais aprofundadas. Para garantir a proteção da escultura, os responsáveis pela escavação transportaram a estátua para um depósito em San El-Hagar, onde uma equipe de especialistas dará início a um detalhado trabalho de restauração seguindo padrões científicos internacionais. Este processo incluirá a análise da composição da pedra e das técnicas de escultura utilizadas, fornecendo valiosas informações sobre os métodos dos artesãos da época.
A descoberta não apenas ressalta o legado impressionante de Ramsés II, mas também traz à tona a rica herança cultural do Egito Antigo, que continua a fascinar pesquisadores e amantes da história em todo o mundo. O estudo desta estátua se insere em um avanço contínuo nas descobertas arqueológicas da região, que frequentemente revelam novas facetas do passado egípcio.
